Câmara de Toledo aprova em 1º turno pedidos de cassação de Dudu Barbosa e Bozó
- 19 de maio de 2026
A Câmara Municipal de Toledo aprovou por unanimidade, na tarde desta segunda-feira (18), os Projetos de Resolução de Nº 14 e Nº 15 de 2026, que determinam a cassação em primeiro turno dos mandatos dos vereadores afastados Dudu Barbosa (MDB) e Valdomiro Bozó (PL). As votações ocorreram durante a 16ª Sessão Ordinária do ano.
A análise do projeto envolvendo Valdomiro Bozó ocorreu logo na sequência da votação de Dudu Barbosa e também foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares presentes. Os processos ainda precisam passar por votação em segundo turno para definição final da perda dos mandatos.

Ainda nesta segunda-feira, a 1ª Vara Criminal da Comarca de Toledo condenou Dudu Barbosa e Valdomiro Bozó pelo crime de corrupção passiva. A sentença, assinada pelo juiz Murilo Conehero Ghizzi, fixou pena de sete anos, nove meses e 10 dias de reclusão para cada um dos réus, além do pagamento de 180 dias multa e da perda dos mandatos/cargos públicos. Apesar da condenação, os dois poderão recorrer em liberdade.
Os dois parlamentares são alvo da Representação de Nº 01/2025, que aponta supostas violações aos princípios da Administração Pública e indícios da prática do crime de corrupção passiva. Conforme os processos, houve suposta solicitação de vantagem indevida relacionada ao Projeto de Lei de Nº 149/2024, de interesse da empresa Toledo Energia Renovável Ltda.
O Conselho de Ética aprovou por unanimidade o parecer favorável à cassação dos mandatos, sob relatoria do vereador Marcos Zanetti (Cidadania). Antes de serem encaminhados ao plenário, os processos também receberam parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Conforme entendimento da Procuradoria Jurídica da Câmara, a cassação exige quórum de dois terços dos vereadores, equivalente a 13 votos favoráveis.
Dudu Barbosa e Valdomiro Bozó não participaram da votação por serem alvos dos processos e estarem afastados das funções parlamentares. O presidente da Câmara, Gabriel Baierle (União Brasil), também não votou por figurar como testemunha no processo judicial relacionado ao caso.
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