Homem é preso no Paraguai por ter matado esposa com 72 facadas há 37 anos
- 16 de abril de 2026
Marcos Panissa foi condenado pelo assassinato de Fernanda Estruziani em 1989; ele fugiu do país depois de ser condenado e vivia no exterior com nome falso
Mais de 30 anos após o crime, a investigação que levou à prisão de Marcos Panissa revelou que o condenado pela morte da ex-esposa vivia no interior do Paraguai, com identidade falsa, nova família e rotina considerada discreta pelas autoridades.
Ele foi preso na quarta-feira (15), após ser localizado por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), com base em informações compartilhadas pela Polícia Federal brasileira. No mesmo dia, foi entregue às autoridades do Brasil na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu.
O crime contra Fernanda Estruzani Panissa foi em 1989 e ele estava foragido desde 1995. À época, ela foi morta com 72 facadas por ciúmes. Relembre abaixo.
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Panissa levava uma vida “pacata” na cidade de San Lorenzo, onde morava com a companheira e uma filha adulta. Ele trabalhava no comércio de ferragens e não levantava suspeitas da polícia.
De acordo com as autoridades, a atual esposa e a filha não sabiam da verdadeira identidade, nem do crime cometido no Brasil. Panissa, condenado a prisão, era procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, na sigla em inglês).
O g1 teve acesso ao nome que Marcos utilizava, mas não o revelará para preservar a identidade da esposa e da filha.
O advogado de Panissa, Antonio Carlos de Andrade Vianna, afirmou que vai analisar a legalidade da prisão e pedir a revisão da pena.
Segundo a polícia, durante a abordagem Panissa confirmou a identidade verdadeira.
Ele foi preso e encaminhado, na noite do mesmo dia, até a Cidade do Leste, onde foi expulso do país e entregue às autoridades da Polícia Federal do Brasil.
Segundo a PF, Panissa está em Foz do Iguaçu aguardando decisão judicial sobre em qual unidade prisional irá cumprir pena.
Homem teve série de julgamentos
O crime aconteceu em 1989, em Londrina, no norte do Paraná. Na época, Panissa confessou ter matado a ex-esposa, Fernanda Estruzani Panissa, por ciúmes, ao não aceitar o fim do relacionamento. Ele tinha 23 anos, e a vítima, 21.
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