Ritmo de colheita diminui e clima pode afetar produção do milho safrinha na região Oeste do Paraná
- 11 de março de 2026
O ritmo de colheita já diminuiu na região Oeste do Paraná. Isso porque agora boa parte dos produtores segue na expectativa da produção do milho safrinha.
E o clima, que é sempre o aliado do produtor nessa época, tem preocupado. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a previsão para os próximos dias na região indica temperaturas elevadas e possibilidade de pancadas de chuva irregulares, cenário que mantém a apreensão dos produtores.
“Estamos com muitas chuvas irregulares, ou seja, chove muito em algumas áreas e em outras não chove nada. E é essa falta de chuva, aliada à previsão de pouquíssimas chuvas, que tem causado uma apreensão com relação à produção”, explicou o professor de Agronomia da PUCPR Câmpus Toledo, Alexandre Luis Muller.
Outro fator que pode contribuir para as perdas na produção é o plantio tardio do milho safrinha. “Na nossa região, quase toda a soja já foi colhida e os produtores já conseguiram fazer o plantio do milho, por isso os resultados da soja foram bons. Mas temos algumas áreas de soja semeadas mais tarde, que ainda estão colhendo, e nessas, em que a produção também enfrentou um período de pouca precipitação, o resultado da produção está afetado”, disse Alexandre.
Produção de grãos
No Paraná, as projeções consolidam a soja como a principal cultura, segundo a Previsão Subjetiva de Safra do Departamento de Economia Rural (Deral) e da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A expectativa é que a produção ultrapasse 22 milhões de toneladas do grão no estado. A produção total da safra de verão, entre todas as culturas, é estimada em 25,90 milhões. “A soja é consolidada como a principal cultura da nossa região, e os resultados, de quem colheu dentro do esperado, são muito bons. De maneira geral as expectativas foram superadas na região”, afirmou o professor da PUCPR Toledo.
Já a projeção do milho safrinha, o Deral prevê 17,50 milhões de toneladas no estado. O volume representa uma queda leve de 01,00% comparado à produção da temporada passada. “E o momento segue de muita incerteza para os produtores. Há uma necessidade de mais chuvas durante o desenvolvimento da cultura para que possamos ter bons resultados, mas ainda não há uma boa previsão do clima para os próximos dias”, enfatizou o agrônomo.
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